SECRETARIA DA CULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E ELEV ENERGY DRINK APRESENTAM:

O que é o curso?

O curso Estéticas e Escutas Periféricas aborda a música produzida nas periferias do Brasil através de uma visão interdisciplinar que combina crítica de arte, sociologia, filosofia, musicologia e comunicação.

Excluídas das narrativas tradicionais sobre cultura brasileira, expressões musicais como o funk, pagodão, bregafunk, tecnomelody e arrocha são forças estético-políticas que produzem cidadania para camadas sociais marginalizadas. E também apresentam formas inventivas de produzir arte, muitas vezes aproximando daquilo que é considerado “vanguardista”.    

A partir de uma perspectiva crítica decolonial, neste curso você vai entender como a música periférica levanta discussões importantes em torno do mercado da música digital, da modernidade e cosmopolitismo, da tecnologia,  da imaginação e identidade.

Este curso foi ministrado pela primeira vez na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) durante minha pesquisa de mestrado sobre funk e a produtora KondZilla, mas também é resultado de diversas pesquisas e trabalhos como crítico musical, jornalista e pesquisador acadêmico. Uma versão reduzida do também foi oferecida em novembro de 2020 pelo Sesc São Paulo, com vagas esgotadas.  

Aula 1: Do que falamos quando falamos em periferia?

Conceito de música periférica: por que chamar músicas tão populares de “periféricas”?

A formação histórica do centro e da periferia

“Redescobrindo o povo”: a cultura como espaço de hegemonia e a música cafona dos anos 60

Etnocentrismo de classe: samba e o apagamento da experimentação popular

Aula 2: Procedimentos musicais da música periférica

Como os artistas da periferia criam novos modos de fazer música

“Minha música é um loop”: FL Studio e tecnologias do beat

Paredão: analisando os dispositivos de reprodução

Contracultura da modernidade: música negra e pensamento

Aula 3: Rede de Música Pop Periférica

Cultura digital e videoclipes: o que acontece quando a música periférica conquista visibilidade?

Novas estratégicas: reconfiguração do mercado e da distribuição

Rede de música periférica: feats e conexões entre gêneros

Favela venceu? KondZilla, mainstream o funk como “urban music”

Aula 4: Poéticas da putaria: entre estigmas coloniais de raça e subversões

  • Dos cakewalks ao funk: um histórico da sexualização pelas plateias brancas
  • “Bunda é linguagem”: guerras políticas em torno do corpo
  • Erótico como poder: a emergência do funk putaria e o desejo feminino
  • Além do binarismo: Leo Kret, Garota X e A Travestis e o “Traveco-Terrorismo”

Local: Casa de Cultura Mario Quintana 

Sala: Sergio Napp 1

Data: 22 e 23 de julho de 2023

Horário: 16h30

VAGAS ESGOTADAS!

DATAS E LOCAIS

A partir de julho o Avante desenvolverá a sua programação com quatro eventos gratuitos pela cidade, ocupando diferentes locações até culminar em dois grandes dias (11 e 12 de novembro) com cobrança de ingressos na Marina Navegantes São João. Três palcos receberão toda a multiplicidade musical do festival, aproximando e embaralhando sons e públicos.

Além da pluralidade musical, intervenções que se utilizam da luz como matéria prima darão a tônica de toda a parte visual do festival.

11 e 12 DE NOV

Marina Navegantes São João

PRÉ-EVENTOS GRATUITOS

22 e 23 de Julho • Casa de Cultura Mário Quintana

18 de Agosto • Theatro São Pedro

23 de Setembro • Memorial Luiz Carlos Prestes

14 de Outubro  • Barco Noiva do Caí II

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